Álcool ou gasolina ?
admin junho 2nd, 2008
Para obter uma maior economia de combustível, sempre que possível abasteça 50% gasolina e 50% álcool, sua economia vai ser maior tanto no dinheiro como na km.
Dúvidas na hora de abastecer ? A resposta é simples: matemática, não vale a pena abastecer com álcool quando o preço exceder 70% da gasolina.
Veja a Matéria publicada no JB Online
Álcool ou gasolina: saiba qual escolher na hora de abastecer¼br /> ¼br /> O governo não vai intervir no mercado de álcool para conter a alta do preço do combustível. De acordo com o ministro-interino de Minas e Energia, Nelson Hubner, caberá ao consumidor conter a escalada dos preços. Segundo ele, com o aumento da frota de veículos com motores tipo flex (movidos a álcool ou gasolina), o consumidor agora tem a opção de comprar gasolina caso o preço do álcool não seja atrativo.
De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o Brasil tem três milhões veículos flex e até 2013 o número deve saltar para 15 milhões, o que representará 52% do total da frota nacional, estimada em 29 milhões.
O produtor do álcool, se não vender por um preço bom, simplesmente vai perder mercado, afirmou. Nem eu vou usar álcool, se tiver um preço acima da gasolina.
O presidente da Associação de Engenheiros Automotivos (AEA), José Edson Parro, explica que não vale a pena abastecer com álcool quando o preço exceder 70% da gasolina. Segundo ele, a conta é simples: basta dividir o preço do litro álcool pelo o da gasolina. Se o resultado for menor que 0,70, o álcool é a melhor opção. Se optar por usar os dois combustíveis, a melhor relação custo/benefício para um veículo flex seria utilizar 85% de gasolina e 15% de álcool.
Por exemplo, em um posto o litro do álcool custa R$ 1,82 e a gasolina, R$ 2,40. Dividindo 1,82 por 2,40, o resultado é 0,758. Como foi maior que 0,70, a gasolina é a melhor opção, exemplificou.
De acordo com dados da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, o preço do álcool hidratado (usado diretamente em automóveis) nas usinas começou a aumentar na primeira semana de novembro, e alcançou R$ 0,71 o litro. Desde o final de maio, o preço estava oscilando em valores próximos a R$ 0,60 por litro.
Para o presidente da AEA, em valores absolutos, o litro do álcool é mais barato que o da gasolina, mas, por outro lado, o combustível produzido a partir da cana-de-açúcar é 30% menos eficiente.
Como a entressafra da cana-de-açúcar vai de janeiro a abril, é bem provável que o preço do litro do álcool continue a subir nos próximos meses, previu Parro. Mas se o consumidor exercer seu poder de pressão e deixar de usar álcool, a tendência é de queda de preços.
O consultor técnico da Sociedade de Engenharia da Mobilidade, Luso Ventura, alertou que a guerra de preços entre postos de combustíveis pode deixar o consumidor mais vulnerável às ações das máfias de combustíveis batizados.
Economizar é fundamental, mas preço muito baixo é forte indicativo de adulteração, destacou. O motor começa a falhar, o consumo aumenta muito e o carro perde potência. Por isso, é sempre bom abastecer em um posto de confiança.
Apesar de não estar disposto a intervir diretamente no mercado, o governo analisa a possibilidade de criar mecanismos que diminuam a volatilidade do preço do combustível ao longo do ano. Nos meses de safra, o preço do álcool cai com o aumento da oferta e, na entressafra, sobe com a diminuição da produção. Entre as propostas está a criação de contratos de longo prazo no mercado interno, com a comercialização do combustível no mercado futuro.
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